Monday, April 23, 2007
Friday, April 20, 2007
Ora bem…
Sinto-me descontente, insatisfeito. Pela primeira vez (será?) sei que estou a arrastar os pés para resolver um assunto.
Estou farto dele e não me apetece chafurdar na lama que ele vai fazer saltar.
Há um cansaço desta rotina da treta em que tudo parece viver ao ritmo do caracol, com muito mau feitio, sempre na retranca.
A mudança que se deseja não passa, ao contrário dos sábios conselhos que me deram, por uma mudança de corte de cabelo ou de roupa. Procuro algo mais profundo, mais definitivo.
O definitivo é algo de complexo, mas no fundo resume-se a um profundíssimo desejo de que as coisas corram como eu pretendo, que seja entendido/percebido sem ter que “me fazer ouvir”.
Enfim, um descontentamento que é difícil de ultrapassar e de viver com…
Estou farto dele e não me apetece chafurdar na lama que ele vai fazer saltar.
Há um cansaço desta rotina da treta em que tudo parece viver ao ritmo do caracol, com muito mau feitio, sempre na retranca.
A mudança que se deseja não passa, ao contrário dos sábios conselhos que me deram, por uma mudança de corte de cabelo ou de roupa. Procuro algo mais profundo, mais definitivo.
O definitivo é algo de complexo, mas no fundo resume-se a um profundíssimo desejo de que as coisas corram como eu pretendo, que seja entendido/percebido sem ter que “me fazer ouvir”.
Enfim, um descontentamento que é difícil de ultrapassar e de viver com…
"Paint It Black" - The Rolling Stones
Labels: pensamentos pessoais
Thursday, February 22, 2007
"Voando sobre..."
Dou por mim a perguntar-me com que direito acalento esperanças.
Não acredito que esteja destinado a penar uma vida na Terra e recuso-me a aceitar que o meu comportamento possa, aos olhos do Criador, a quem chamamos de Pai Todo-Poderoso, resultar numa eternidade de penas.
Sem me alongar na vertente religiosa, se há um Criador, que é Pai, pela definição de pai, então deve querer proteger os seus filhos e garantir a felicidade dos mesmos e assim sendo, a ideia de nos condenar a uma eternidade de castigos parece-me cruel (demasiado cruel).
Das múltiplas voltas que dou ao meu pensamento (que rivaliza com um qualquer contorcionista de circo e lhe ganha), cada vez mais me convenço que me deixei empurrar para um ponto sombrio e que complico demasiado as coisas.
Ando em fase de simplificação de processos, mas como calhou dizer numa conversa “every one’s a critic” – parece que as minhas mudanças não agradam a terceiros, mas também aqui há uma nuance, não é a eles que tem que agradar, é a mim.
Ok, ando ainda a tentar afinar o sistema de forma a sentir-me satisfeito comigo mesmo.
O dramático é que tenho tendência a exigir muito, mais ainda a mim próprio. Não sei porquê mas assumo que se é para melhorar tentemos então chegar ao óptimo. Aqui começa o problema porque as decepções são várias e às vezes de seguida mas talvez possa moderar as expectativas e baixar a exigência.
Acho que tenho todo o direito a acalentar a esperança de, após algum tempo de travessia do deserto (demasiado preocupado com o que os outros pensavam, e naquilo que algumas pessoas específicas estariam a fazer), conseguir libertar-me das coisas, viver a minha vida por mim, de acordo com as minhas ideias.
Sobretudo acalento o desejo de mudança para um registo que sinta como menos penalizante, que as resoluções tomadas nesse sentido surtam efeito e que não seja apenas a efervescência da novidade.
Não acredito que esteja destinado a penar uma vida na Terra e recuso-me a aceitar que o meu comportamento possa, aos olhos do Criador, a quem chamamos de Pai Todo-Poderoso, resultar numa eternidade de penas.
Sem me alongar na vertente religiosa, se há um Criador, que é Pai, pela definição de pai, então deve querer proteger os seus filhos e garantir a felicidade dos mesmos e assim sendo, a ideia de nos condenar a uma eternidade de castigos parece-me cruel (demasiado cruel).
Das múltiplas voltas que dou ao meu pensamento (que rivaliza com um qualquer contorcionista de circo e lhe ganha), cada vez mais me convenço que me deixei empurrar para um ponto sombrio e que complico demasiado as coisas.
Ando em fase de simplificação de processos, mas como calhou dizer numa conversa “every one’s a critic” – parece que as minhas mudanças não agradam a terceiros, mas também aqui há uma nuance, não é a eles que tem que agradar, é a mim.
Ok, ando ainda a tentar afinar o sistema de forma a sentir-me satisfeito comigo mesmo.
O dramático é que tenho tendência a exigir muito, mais ainda a mim próprio. Não sei porquê mas assumo que se é para melhorar tentemos então chegar ao óptimo. Aqui começa o problema porque as decepções são várias e às vezes de seguida mas talvez possa moderar as expectativas e baixar a exigência.
Acho que tenho todo o direito a acalentar a esperança de, após algum tempo de travessia do deserto (demasiado preocupado com o que os outros pensavam, e naquilo que algumas pessoas específicas estariam a fazer), conseguir libertar-me das coisas, viver a minha vida por mim, de acordo com as minhas ideias.
Sobretudo acalento o desejo de mudança para um registo que sinta como menos penalizante, que as resoluções tomadas nesse sentido surtam efeito e que não seja apenas a efervescência da novidade.
"Of A Broken Heart" - Zwan feat Billy Corgan
P.S. - A músia é mesmo porque gosto dela.
Labels: pensamentos pessoais
Tuesday, February 20, 2007
Estagnação
Acho que estagnei. Sinto que o meu pensamento ficou de repente parado, incapaz de avançar.
É como se de repente as coisas ficassem presas e com elas viessem velhas imagens do passado.
Vou remoendo situações em que podia ter dito mais uma palavra e outras em que me arrependo de ter dito uma só palavra.
Sinto-me preso, como se não conseguisse avançar.
Os objectivos são os mesmos de sempre e isso também me preocupa, seria de esperar que ao fim destes anos os mesmos tivessem mudado.
Tenho medo em me entregar nos projectos que se me oferecem e que depois me sinta só e esgotado.
Sinto-me algo assustado, e é um sentimento que há muito que não sentia.
Esta paragem obrigatória fez-me sentir mais pequeno e mais vulnerável.
Vem aí um período essencial para a concretização de dois dos meus objectivos mais prementes e sinto-me apreensivo. Temo sobretudo não os concretizar porque teriam em mim um preço gigantesco.
Sinto-me preso entre dois mundos, um no qual estou e quero sair e outro que quero entrar mas que não sei ainda muito bem qual é. A mudança de tom não é imediata e não estou a ser capaz de atingir o ponto de equilíbrio que me faça sentir bem.
É como se de repente as coisas ficassem presas e com elas viessem velhas imagens do passado.
Vou remoendo situações em que podia ter dito mais uma palavra e outras em que me arrependo de ter dito uma só palavra.
Sinto-me preso, como se não conseguisse avançar.
Os objectivos são os mesmos de sempre e isso também me preocupa, seria de esperar que ao fim destes anos os mesmos tivessem mudado.
Tenho medo em me entregar nos projectos que se me oferecem e que depois me sinta só e esgotado.
Sinto-me algo assustado, e é um sentimento que há muito que não sentia.
Esta paragem obrigatória fez-me sentir mais pequeno e mais vulnerável.
Vem aí um período essencial para a concretização de dois dos meus objectivos mais prementes e sinto-me apreensivo. Temo sobretudo não os concretizar porque teriam em mim um preço gigantesco.
Sinto-me preso entre dois mundos, um no qual estou e quero sair e outro que quero entrar mas que não sei ainda muito bem qual é. A mudança de tom não é imediata e não estou a ser capaz de atingir o ponto de equilíbrio que me faça sentir bem.
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Thursday, February 08, 2007
Acredito
Escolho como música do momento a que se segue…
As palavras que aqui não ficam ditas porque não é o espaço, não sei se alguma vez serão verbalizadas mas são sem dúvida sentidas.
George Michael & Elton John "Don't Let The Sun Go Down On Me"
As palavras que aqui não ficam ditas porque não é o espaço, não sei se alguma vez serão verbalizadas mas são sem dúvida sentidas.
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Monday, February 05, 2007
Pensamentos soltos
Naquilo que tem sido um turbilhão de eventos, com sentimentos contraditórios, uns bons, outros maus, confesso que tenho tido pouca vontade de escrever.
Vendo a vida de alguns amigos que me são próximos sofrerem mudanças bruscas e sabê-los aflitos sem que saiba muito bem como ajudar, faz-me pensar que sou de facto muito pequeno perante a Vida.
Num plano diferente, a consciência da fragilidade da vida nomeadamente em pessoas próximas faz-me pensar que a Vida é para além de curta “traiçoeira”.
Por tudo isto e por mais umas quantas razões cada vez mais me convenço que mais do que temer aquilo que se faz, há que temer o que não se faz. Não se leia aqui que me tornei adepto da máxima “Putas e vinho verde” – ou seja, acho que se há coisas que quero ter ou fazer então tenho que ir atrás delas, pensando obviamente nas consequências, mas não me deixando tolher pelos medos de cenários “negros”.
Tudo o que se faz comporta riscos mais ou menos previsíveis e mais ou menos mitigáveis. Mas se não me dispuser a correr os riscos então não vivo.
Temo sobretudo acordar um dia e perceber que não fiz, não aconteci, etc. porque tive medo dos riscos.
Admito que sou teimoso e às vezes impetuoso na forma como me expresso e digo o que penso mas daí a que me tomem como “bicho de mato” e alguém que não é passível de ser socialmente aceite vai um passo mais largo.
Aceito que me digam que sou por vezes incómodo, sei que posso ser se o quiser, mas também me sei controlar.
Há no entanto algo que faz parte de mim desde sempre, não aceito tudo o que me dizem, sobretudo se considerar ofensivo em relação a mim ou a quem me é querido. Nessas circunstâncias salto e não vale a pena mandarem-me calar porque não me calo e não guardo uma única palavra que tenha na mente.
Não gosto de atitudes menos leais, se se discorda, que se diga frontalmente e se agarre o conflito com unhas e dentes.
Ando farto das pessoas que iniciam discussões mas que depois “fogem”, que nunca me deixam dizer o que penso porque por e simplesmente estão ausentes, ausentam-se…
Irrita-me estar a argumentar com toda a veemência e perceber que o estou a fazer para o vazio porque afinal foi o “toca e foge” em que me disseram o que pensavam e desapareceram sem me dar hipóteses de dizer o que quer que fosse.
Dou importância às palavras, acho que a forma como se dizem as coisas é importante, não me refiro ao tom, mas sim à escolha que se faz das palavras usadas, como se constroem as frases, a pontuação que se usa (e que eu não uso nestes textos…).
Se reconheço que às vezes o que me é dito é relevante, também reconheço que muitas vezes perde importância pela forma como é posta a questão. Não sou de aceitar ordens nem recebo com agrado “sugestões” musculadas…
Enfim, muitos pensamentos que se misturam, entrecruzam e colidem. Vejamos o que daqui sai…
Vendo a vida de alguns amigos que me são próximos sofrerem mudanças bruscas e sabê-los aflitos sem que saiba muito bem como ajudar, faz-me pensar que sou de facto muito pequeno perante a Vida.
Num plano diferente, a consciência da fragilidade da vida nomeadamente em pessoas próximas faz-me pensar que a Vida é para além de curta “traiçoeira”.
Por tudo isto e por mais umas quantas razões cada vez mais me convenço que mais do que temer aquilo que se faz, há que temer o que não se faz. Não se leia aqui que me tornei adepto da máxima “Putas e vinho verde” – ou seja, acho que se há coisas que quero ter ou fazer então tenho que ir atrás delas, pensando obviamente nas consequências, mas não me deixando tolher pelos medos de cenários “negros”.
Tudo o que se faz comporta riscos mais ou menos previsíveis e mais ou menos mitigáveis. Mas se não me dispuser a correr os riscos então não vivo.
Temo sobretudo acordar um dia e perceber que não fiz, não aconteci, etc. porque tive medo dos riscos.
Admito que sou teimoso e às vezes impetuoso na forma como me expresso e digo o que penso mas daí a que me tomem como “bicho de mato” e alguém que não é passível de ser socialmente aceite vai um passo mais largo.
Aceito que me digam que sou por vezes incómodo, sei que posso ser se o quiser, mas também me sei controlar.
Há no entanto algo que faz parte de mim desde sempre, não aceito tudo o que me dizem, sobretudo se considerar ofensivo em relação a mim ou a quem me é querido. Nessas circunstâncias salto e não vale a pena mandarem-me calar porque não me calo e não guardo uma única palavra que tenha na mente.
Não gosto de atitudes menos leais, se se discorda, que se diga frontalmente e se agarre o conflito com unhas e dentes.
Ando farto das pessoas que iniciam discussões mas que depois “fogem”, que nunca me deixam dizer o que penso porque por e simplesmente estão ausentes, ausentam-se…
Irrita-me estar a argumentar com toda a veemência e perceber que o estou a fazer para o vazio porque afinal foi o “toca e foge” em que me disseram o que pensavam e desapareceram sem me dar hipóteses de dizer o que quer que fosse.
Dou importância às palavras, acho que a forma como se dizem as coisas é importante, não me refiro ao tom, mas sim à escolha que se faz das palavras usadas, como se constroem as frases, a pontuação que se usa (e que eu não uso nestes textos…).
Se reconheço que às vezes o que me é dito é relevante, também reconheço que muitas vezes perde importância pela forma como é posta a questão. Não sou de aceitar ordens nem recebo com agrado “sugestões” musculadas…
Enfim, muitos pensamentos que se misturam, entrecruzam e colidem. Vejamos o que daqui sai…
Labels: pensamentos pessoais
