Inquietações
Não se inquiete quem ler este texto, resultado de uma intensa madrugada.
Depois de ter entrado na minha universidade, dois anos depois, decidi voltar a pegar nos exames nacionais do 12º de física e de matemática. Se no primeiro tinha tido uma excelente nota, o segundo foi um rotundo falhanço face às expectativas. Refiz o exame de matemática com extraordinária facilidade, teria tido uma nota soberba…
Ora bem, aqui está o “segredo” – passou tempo e eu adquiri novos conhecimentos.
Em Fevereiro deste ano cumprem-se dois anos desde de que comecei a alterar-me profundamente. Não sei se para melhor se para pior, nem isso é neste momento relevante.
Neste momento sou capaz de fazer aquilo que antes seria para mim impensável. Assumo muitas mais responsabilidades do que aquelas que previra ou desejava.
Perguntaram-me se eu não tinha pena. Pena de quê? Não há nada de que se ter pena, há sim que aprender com o que a vida nos traz.
Não pretendo pintar um quadro pacífico porque não é a realidade, mas também não é o caos completo.
Tenho feito o que me é possível, o melhor que sei. Não estou com isto a dizer que estou satisfeito, não estou, mas também não sei se posso estar tão insatisfeito como isso tudo.
Ainda tenho que aprender muita coisa, entre elas a perder este terrível sentimento de culpabilidade, de achar que poderia ter feito mais e melhor, quando de facto dependia de outros e não de mim.
Se alguma vez me perguntarem como gostaria que a minha vida fosse recordada, diria que gostaria que fosse como uma faena, galharda, com verdade, com sentimentos vivos.
Não me sinto triste, sinto-me por vezes angustiado e com medo.
Ao contrário de uns e de outros, eu tenho medo – medo de falhar a minha vida, de não ser feliz, de não ser capaz de amar e ser amado. Pode parecer uma estupidez mas tenho medo de repetir os erros de outros.
É talvez este medo que faz com que tenha tamanhos anti-corpos a determinadas pessoas e comportamentos.
O tempo vai passando e eu vou desejando que com ele venha a sabedoria que me permita refazer alguns passos, que faça com que perca alguns medos.
Estou a escrever e a reler este texto – sorri-me. Seria natural que pintasse o meu mundo e os meus pensamentos melhores do que eles de facto são, afinal estaria a fazer uma “propaganda” melhor de mim mesmo. A verdade é que ninguém é perfeito, ninguém está imune ao medo do desconhecido e de falhar.
E subitamente instalou-se uma calma (temporária?) interior que me faz sentir mais tranquilo e mais aliviado.
Estou no entanto numa de São Tomé – ver para crer – as mentiras que me têm tentado fazer engolir são de tal forma esfarrapadas que sinceramente, peço que não me insultem!
Depois de ter entrado na minha universidade, dois anos depois, decidi voltar a pegar nos exames nacionais do 12º de física e de matemática. Se no primeiro tinha tido uma excelente nota, o segundo foi um rotundo falhanço face às expectativas. Refiz o exame de matemática com extraordinária facilidade, teria tido uma nota soberba…
Ora bem, aqui está o “segredo” – passou tempo e eu adquiri novos conhecimentos.
Em Fevereiro deste ano cumprem-se dois anos desde de que comecei a alterar-me profundamente. Não sei se para melhor se para pior, nem isso é neste momento relevante.
Neste momento sou capaz de fazer aquilo que antes seria para mim impensável. Assumo muitas mais responsabilidades do que aquelas que previra ou desejava.
Perguntaram-me se eu não tinha pena. Pena de quê? Não há nada de que se ter pena, há sim que aprender com o que a vida nos traz.
Não pretendo pintar um quadro pacífico porque não é a realidade, mas também não é o caos completo.
Tenho feito o que me é possível, o melhor que sei. Não estou com isto a dizer que estou satisfeito, não estou, mas também não sei se posso estar tão insatisfeito como isso tudo.
Ainda tenho que aprender muita coisa, entre elas a perder este terrível sentimento de culpabilidade, de achar que poderia ter feito mais e melhor, quando de facto dependia de outros e não de mim.
Se alguma vez me perguntarem como gostaria que a minha vida fosse recordada, diria que gostaria que fosse como uma faena, galharda, com verdade, com sentimentos vivos.
Não me sinto triste, sinto-me por vezes angustiado e com medo.
Ao contrário de uns e de outros, eu tenho medo – medo de falhar a minha vida, de não ser feliz, de não ser capaz de amar e ser amado. Pode parecer uma estupidez mas tenho medo de repetir os erros de outros.
É talvez este medo que faz com que tenha tamanhos anti-corpos a determinadas pessoas e comportamentos.
O tempo vai passando e eu vou desejando que com ele venha a sabedoria que me permita refazer alguns passos, que faça com que perca alguns medos.
Estou a escrever e a reler este texto – sorri-me. Seria natural que pintasse o meu mundo e os meus pensamentos melhores do que eles de facto são, afinal estaria a fazer uma “propaganda” melhor de mim mesmo. A verdade é que ninguém é perfeito, ninguém está imune ao medo do desconhecido e de falhar.
E subitamente instalou-se uma calma (temporária?) interior que me faz sentir mais tranquilo e mais aliviado.
Estou no entanto numa de São Tomé – ver para crer – as mentiras que me têm tentado fazer engolir são de tal forma esfarrapadas que sinceramente, peço que não me insultem!

"A incredulidade de São Tomé" - Caravaggio
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