Sunday, October 09, 2005

Sobre os silêncios

É curioso como nas relações entre duas pessoas tudo se interpreta.
Se analisamos meticulosamente as palavras que nos dizem, há alturas em que devíamos sobretudo analisar os silêncios.
O que quererá dizer a ausência de resposta a determinada pergunta?
Será que isso implica que não quer responder ou será que já é uma resposta. Se for uma resposta, o que significa?

Haverá alturas em que significa: “Não te respondo para não te magoar”
Outras em que será: “Não te respondo porque não sei…”
Poderá ser ainda: “Não te respondo porque sou envergonhad@”

E é assim, de muitos silêncios, que constituem respostas enigmáticas que todos nós vivemos.
Resposta universal: “Macaquinhos no sótão? Não, deixemos os bichinhos na “Aldeia dos Macacos” no Jardim Zoológico.”

4 Comments:

Blogger Ana Abreu said...

HÁ SILÊNCIOS QUE VALEM MAIS QUE MIL PALAVRAS

Gostei deste post e concordo com as 3 hipotes de interpretação do silencio como resposta a uma pergunta, acho no entanto q o mais frequente é "Não te respondo para não te magoar".

Bjs

October 09, 2005 9:59 AM  
Blogger smile said...

Os silêncios podem ter uma vertente muito danosa numa relação, podendo gerar por vezes insegurança na outra parte.

É claro que não são todos. Há silêncios que efectivamente são necessários. Mas na minha opinião não há nada como o diálogo!

--> Universo $mile:
http://tascatimanel.blogspot.com/
http://labalma.blogspot.com/

October 10, 2005 3:15 PM  
Blogger Luis said...

Olá Ana,
A falta de resposta, mesmo que seja para não magoar às vezes doi mais do que se houver uma resposta efectiva. Sou da opinião, como o $mile de que os silêncios podem ser danosos e prefiro um não declarado a um implicito mas não explicito.
Obrigado pelo teu comment e espero que voltes a este espaço.

October 10, 2005 6:06 PM  
Blogger João Magriço said...

Depois também aquele silêncio para os conhecidos que quer simplesmente dizer:"Não tens nada a ver com isso..."
Concordo plenamente Luís, muitas vezes o silêncio para não magoar magoa muito mais, porque a imaginação é o pior inimigo do homem e imaginamos sempre o pior. Agora junta isso com a espectativa de poder não ser o pior. É uma combinação destrutiva.

October 11, 2005 6:48 PM  

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