Tristeza
Profunda, amarga, corrosiva, é o que sinto neste momento, num somatório de dias que me têm sido difíceis em vários aspectos.
A sensação de solidão quando supostamente estou acompanhado, a sensação de que o meu sentir é indiferente a outros.
Incompreensão sobre dúvidas e medos de terceiros sobre as minhas intenções, como se até aqui, no caminho percorrido tivesse alguma vez sido desleal – e no entanto confiaram noutros que, segundo o que sei não se esforçaram nem um vigésimo para os ajudar.
Sinto-me triste…
A ausência quase total de referências a mim, em casa de séculos que qual “ilustre casa de Ramires” é mais velha que a fundação de Portugal, o apagar de passados recentes dos quais não fazia parte, a negação da entrada numa esfera de afectos que está ali ao virar da esquina e onde outros viveram mas onde eu continuo impedido de habitar…
A sensação de nómada, de andar de um lado para o outro à procura de algo que onde esperava encontrar parece não estar, a necessidade de amparo que não chega, o constante pedido para que seja mais, que seja capaz de estar em múltiplos sítios ao mesmo tempo, que seja desdobrável na resposta das necessidades dos outros e a aparente ausência de recompensa por isso…
O incómodo silêncio que não trás respostas, a sensação de vazio.
A vontade de chorar sem que as lágrimas apareçam, a necessidade de ter/fazer algo diferente da rotina habitual, o tremendo desejo de mimo, de coisas doces e ternas, de compreensão.
Suspiro…
Falta-me algo, falta-me constância nos sentimentos, nas acções, do sentir que cerraram fileiras por mim.
Estou muito farto da sensação de que tudo o que faço é criticado e criticável, da ausência de um pequeno elogio, de chamar a atenção para pormenores como pequenos cuidados que tomo e a resposta ser: “(…) não reparo nessas coisas – nem em ti nem nos outros (…)”.
Que não reparem nos outros, é lá com os outros, mas que não reparem em mim? Afinal o que é isto?
A desvalorização constante do que faço e do que atinjo irrita-me e recuso-me a deixar-me envolver nela.
Recuso a onde de culpabilidade em que me querem afogar, a Vida não é passível de se viver na base da culpa e castigo, num tacanho sistema profundamente religioso, de ideia de pecado onde tal não existe.
É o profundo desgaste em que começo a mergulhar que tenho medo, faz-me sentir agastado e com muito menos paciência, a ausência de resposta por parte dos outros, a sua aparente incapacidade em perceber os meus sentimentos, necessidades, desejos e vontades gera um ciclo vicioso.
Destilo amargura porque é como me sinto – amargo.
P.S. – Pequeno interregno na ausência deste espaço – a resposta ao desafio virá depois porque o mesmo foi aceite e não esquecido.
A sensação de solidão quando supostamente estou acompanhado, a sensação de que o meu sentir é indiferente a outros.
Incompreensão sobre dúvidas e medos de terceiros sobre as minhas intenções, como se até aqui, no caminho percorrido tivesse alguma vez sido desleal – e no entanto confiaram noutros que, segundo o que sei não se esforçaram nem um vigésimo para os ajudar.
Sinto-me triste…
A ausência quase total de referências a mim, em casa de séculos que qual “ilustre casa de Ramires” é mais velha que a fundação de Portugal, o apagar de passados recentes dos quais não fazia parte, a negação da entrada numa esfera de afectos que está ali ao virar da esquina e onde outros viveram mas onde eu continuo impedido de habitar…
A sensação de nómada, de andar de um lado para o outro à procura de algo que onde esperava encontrar parece não estar, a necessidade de amparo que não chega, o constante pedido para que seja mais, que seja capaz de estar em múltiplos sítios ao mesmo tempo, que seja desdobrável na resposta das necessidades dos outros e a aparente ausência de recompensa por isso…
O incómodo silêncio que não trás respostas, a sensação de vazio.
A vontade de chorar sem que as lágrimas apareçam, a necessidade de ter/fazer algo diferente da rotina habitual, o tremendo desejo de mimo, de coisas doces e ternas, de compreensão.
Suspiro…
Falta-me algo, falta-me constância nos sentimentos, nas acções, do sentir que cerraram fileiras por mim.
Estou muito farto da sensação de que tudo o que faço é criticado e criticável, da ausência de um pequeno elogio, de chamar a atenção para pormenores como pequenos cuidados que tomo e a resposta ser: “(…) não reparo nessas coisas – nem em ti nem nos outros (…)”.
Que não reparem nos outros, é lá com os outros, mas que não reparem em mim? Afinal o que é isto?
A desvalorização constante do que faço e do que atinjo irrita-me e recuso-me a deixar-me envolver nela.
Recuso a onde de culpabilidade em que me querem afogar, a Vida não é passível de se viver na base da culpa e castigo, num tacanho sistema profundamente religioso, de ideia de pecado onde tal não existe.
É o profundo desgaste em que começo a mergulhar que tenho medo, faz-me sentir agastado e com muito menos paciência, a ausência de resposta por parte dos outros, a sua aparente incapacidade em perceber os meus sentimentos, necessidades, desejos e vontades gera um ciclo vicioso.
Destilo amargura porque é como me sinto – amargo.
P.S. – Pequeno interregno na ausência deste espaço – a resposta ao desafio virá depois porque o mesmo foi aceite e não esquecido.
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