Thursday, May 12, 2005

The End of The Affair

O título de um livro fabuloso…
Mas não é do livro que vou escrever mas sim das conversas que tenho tido com alguns amigos e amigas cujos namoros já longos subitamente se estão a desfazer e o Amor a transformar-se em rancor e ódio.
Não pretendo dizer que sei o que fazer ou que sei mais que vocês ou sequer dar conselhos porque “conselho se fosse bom era pago” segundo esse magnifico ser iluminado que é o Snoopy.
Perguntaram-me se eu sabia o que sentiam por estarem a passar pelo fim tumultuoso da relação e a resposta é algo desconcertante: cada um vive as coisas à sua maneira e não há duas relações iguais.
Há no entanto traços em comum, a sensação de pânico quando nos separamos e achamos que vamos ficar sós para sempre dai para a frente, o não estar bem e nenhum lugar, o estar num momento muito tranquilamente num sítio e no instante seguinte ter que sair dali porque não se suporta aquele espaço ou ainda, a enorme ansiedade que nos dá falta de ar e em que parece que vamos morrer ali naquele momento…
Pediste-me que te dissesse como é que se faz tudo isto passar depressa porque apenas te apetece desaparecer do mundo, não sei, não passa depressa, passa com o tempo e com a ajuda dos amigos.
Quando foi comigo obriguei-me a pensar em todas as pequenas coisas que se passaram, em todos os grãos de areia que encravaram a engrenagem, em todas as criticas que me fizeram. Tentei perceber exactamente o que se tinha passado e cheguei às minhas conclusões que são tão-somente as minhas, não são válidas para mais ninguém.
Dói muito quando vemos que uma relação na qual investimos cai por terra e perguntamo-nos porquê que isso aconteceu e se valeu a pena. Se tivesse sido há uns meses atrás diria que não valia a pena, agora respondo-te que valeu a pena, aprendi, consegui perceber alguns dos meus “vícios e manias” e isso é bom porque posso tentar mudar (não pelo outro mas por mim).
Como é que as coisas passam? Não sei, com o tempo. Há de haver uma altura em que te é indiferente o que ele pensa ou faz, deixa-o ir, sei que custa mas não vale a pena estares a engendrar esquemas para te cruzares com ele, para que ele te veja ou “provocares” para ver qual a reacção porque apenas te estás a magoar e dás-lhe a hipótese de ele te “esmagar” com a sua indiferença (aparente ou não).

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